Edward Said contrói um teia de meditações sobre o tempo, a morte e a arte, a morte que aparece com uma delicada sutileza nos ensaios do livro não é um território da nadificação mas uma espécie de limite do ser onde a aura citada por Walter Benjamin é projetada em outros e encontra seu espelho proustiano. Esse "Estilo tardio" faz um belo contraponto com o "Exercícios de admiração" de Cioran, o que em Cioran é tentativa de apreender a singular e efêmera luminosidade do Outro e protegê-la do opaciamento, em Said é uma tentativa de acolher em si o misterioso vento imemorial da fugacidade e do mistério da criação.
marcelo ariel







